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WhatsApp dá prejuízo de 232 milhões ao Facebook em apenas seis meses

Desde que comprou o Whatsapp por 22 bilhões de dólares em fevereiro deste ano, o Facebook ainda não tinha detalhado os resultados financeiros da unidade nos relatórios trimestrais. O fez agora para o terceiro trimestre, incluindo dados de 2012 e 2013, e os números não são positivos.


Facebook e Whatsapp



O Facebook revelou em documentos enviados à autoridade financeira dos Estados Unidos na última quarta-feira ter tido prejuízo nos seis primeiros meses do ano de US$ 232 milhões com o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

A rede social adquiriu o aplicativo de mensagens instantâneas em janeiro deste ano pelo maior valor já pago por um app, corrigido para US$ 22 bilhões.

A receita registrada pelo aplicativo entre janeiro e junho de 2014 foi de US$ 15,2 milhões, alta de 453% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 2,7 milhões. A receita do app advém da cobrança de anualidades, em um regime bastante flexível. Aqui no Brasil, por exemplo, muitos usuários afirmam nunca ter pago nada ao WhatsApp.

Intenso também foi o aumento das perdas do WhatsApp entre um ano e outro. Se em 2013, o prejuízo com a operação era de US$ 59 milhões, em 2014, passou a US$ 232,2 milhões, avanço de 293%.

O diretor-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, já informou que ainda não pretende faturar com o WhatsApp. Por outro lado, um dos criadores e diretor do app, Jahn Koum, já declarou diversas vezes que é contra aderir à publicidade para fazer dinheiro.

Os dados da situação financeiro do app fazem parte de documentos enviados pelo Facebook à SEC (a equivalente nos EUA à brasileira CVM).

Nesta quarta, a rede social anunciou seu balanço para o terceiro trimestre de 2014. Registrou receitas 59% maiores na comparação ano a ano, de US$ 3,2 bilhões, e lucro 89% maior, de US$ 806 milhões.

O forte crescimento tanto de receita quanto do lucro são fruto do avanço no faturamento com a crescente publicidade móvel, um segmento do modelo negócio repudiado pelo WhatsApp. Os usuários cadastrados na plataforma chegaram a 1,35 bilhão, dos quais 82% (1,12 bilhão) acessam via aplicativo e aparelhos móveis.

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