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O mundo em um toque

Conheça o mundo digital da Geração C: curiosos, comunicativos e conectados.

Às 6 horas da manhã o despertador do celular toca, avisando que mais um dia começa. A caixa de e-mails no próprio celular indica que cinco mensagens ainda não foram lidas. Na hora do almoço, check-in via Foursquare no restaurante. Depois, BBM para o grupo de amigos para saber quem, afinal, quer ir à praia. Vale a pena postar no Facebook uma foto de Ipanema lotada, sol brilhando e o mar bastante calmo. O pós-praia acontece numa boate não longe dali. No ListaAmiga.com, é só colocar o seu nome e o dos amigos. Evento confirmado no Face! Depois de dançar e tomar umas caipirinhas, não dá para ir embora sem conferir a Lei Seca no Twitter. Já são duas da manhã e, antes de dormir, o smartphone precisa carregar a bateria.

Essa história poderia ser minha ou de qualquer um da chamada Geração C, a Geração Conteúdo, Geração Conectada. É a geração que compartilha e que se comunica com pessoas além do círculo de amigos (porque não criar um Blog e falar com o mundo?). Nascidos depois de 1990, estão conectados 24 horas por dia, 7 dias da semana. Informam-se pela Internet e prometem mudar o mercado de trabalho em alguns anos.

Neste contexto de mundo dinâmico e interativo, está a Web 2.0. Totalmente diferente da Web 1.0, em que tudo o que se via na Internet era criado por editores profissionais, a Web 2.0 possibilita gerenciamento pelos próprios usuários. O usuário da internet deixa de ser passivo para se tornar um participante ativo em vários quesitos. Se antes eram empresas que dominavam o ramo virtual, hoje são os próprios usuários da rede que carregam vídeos, fotos, escrevem em blogs e até mesmo adicionam informações a enciclopédias online.

A experiência que o computador oferece já ultrapassa o ambiente fechado. Com um pen drive, posso levar fotos, documentos e outros arquivos de um lugar para outro. Ouvir música nas ruas ou no transporte público é possível graças ao Ipod ou MP3. Posso também me informar na versão online do Globo no iPad ou informar compartilhando uma notícia no meu Twitter ou Facebook. Não é preciso estar em frente ao computador para ter acesso às maravilhas da web.

A web 2.0 revolucionou a maneira como lidamos com a Internet. Hoje há um grande investimento na publicidade online e no marketing digital, já que esta atinge um número grande de pessoas. Fenômenos artísticos, como Justin Bieber, foram descobertos pelo Youtube. Nos tribunais de justiça, correm processos motivados por fotos polêmicas, vídeos constrangedores e ofensas ditas em Twitter. Funcionários perdem seus empregos por não medirem palavras no Facebook. De alguma maneira, a Internet teve um impacto (positivo ou negativo) na vida de todos que dela se utilizam.

Mas nem tudo são flores. É fato que a web 2.0 tornou a informação e a cultura mais acessíveis. No entanto, a mesma rede que possibilita esse encontro também pode destruí-lo. A principal característica do mundo 2.0 é a possibilidade de serem ativos. É sobre isso que vão debater especialistas como Andrew Keen e Bill Tancer. Qual a bagagem que o público ativo da internet tem para publicar certos conteúdos? Tais informações são mesmo de confiança? Posso acreditar em uma crítica mesmo não sabendo quem a publicou? Para Keen, as novas redes promovem a mediocridade e ameaçam de morte a cultura, a música e, sobretudo, o jornalismo. Para Bill, a "prematura" web 3.0 deve ser a responsável por filtrar a informação em busca de similaridade de pontos de vista, reputação e precisão.
Por isso nós, como usuários do meio, temos sempre que ficar atentos ao que lemos e criar um filtro próprio do que iremos absorver.

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