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A internet e seu papel no futuro da propaganda

Com a invenção da internet, um campo inteiramente novo surgiu para a veiculação de propaganda.


Vários dispositivos



"A invenção do controle remoto deu ao telespectador o poder de mudar o canal da TV sem sair do lugar. Com o advento da TV a cabo o número de canais disponíveis aumentou consideravelmente. Essa grande oferta de programação criou o hábito de "zapear" os canais durante o intervalo comercial. O impacto disso na propaganda das emissoras de TV é mensurado nos relatórios de audiência instantânea, onde se nota uma queda súbita nos intervalos comerciais. Com a invenção da internet, um campo inteiramente novo surgiu para a veiculação de propaganda. Sites lotados de banners poluíram tanto o campo de visão dos internautas que os usuários passaram a bloquear mentalmente os banners de propaganda. Esse fato é comprovado em estudos de eye-tracking (pesquisas que medem, através de câmeras e mapeamento de tela os locais que recebem maior atenção visual dos usuários).

Grandes mudanças em pouco tempo


A propaganda tradicional, baseada na interrupção (interrupção de um programa de TV para exibição de intervalos comerciais ou interrupção da leitura de uma revista para propaganda, por exemplo) está à procura de soluções para atingir o consumidor moderno. Segundo o relatório The end of advertising as we know it (O fim da propaganda como nós conhecemos), publicado pela IBM em 2007, a indústria da propaganda mundial em 5 anos sofrerá mais transformações do que nos últimos 50. A previsão é de que 30% do que é investido hoje em propaganda tradicional seja transferido para a mídia online.

A era da atenção


Diante das possibilidades infinitas de divulgação de conteúdo pela internet, o valor da informação está cada vez menor. O que vale muito hoje é a atenção. Segundo Seth Godin, considerado um Guru do marketing moderno, em um ano somos atingidos por cerca de 1 milhão de mensagens comerciais. São quase 3 mil por dia. Nosso cérebro não tem capacidade de absorver todos esses estímulos e acaba ignorando-os. Seth diz que a influência de um grupo terá um peso muito maior na escolha de um produto do que a propaganda tradicional. As redes sociais são um bom exemplo para entendermos como funciona esse modelo de influência. No facebook, por exemplo, empresas e desenvolvedores podem criar aplicativos e jogos online para rodar dentro da rede social. Esses jogos são compartilhados pelos usuários e, se forem bons, são disseminado de maneira viral. Um indica para outro, que indica para outro... As pessoas dedicam parte de seu tempo nas redes sociais e nos jogos, ou seja, dão atenção para o aplicativo, para a rede e para seus amigos online Ninguém quer sua navegação interrompida por um banner, mas se estiver diante de um conteúdo interessante, não há problema em ter propaganda veiculada ao aplicativo.

Como consumiremos mídia


Ao contrário dos veículos de massa, onde a audiência de um canal pode ser presumida, na internet a audiência pode ser medida usuário a usuário. As ferramentas de análise de navegação podem revelar também quais as principais áreas de interesse dentro de um site, qual o horário que determinado conteúdo é mais acessado, etc. Entre outras coisas, a análise desses dados revelou que, na era digital, as pessoas estão cada vez mais quebrando regras tradicionais de consumo de mídia. Em breve não haverá "horário nobre". Haverá sim o horário de cada um. Você escolhe o que quer assistir, aonde e quando quiser assistir. Seja pela TV, internet ou celular. O interesse pelo novo, pelo divertido, não deixará de existir, mas a oferta crescente de conteúdo exige cada vez mais criatividade e relevância dos produtores e dos anunciantes. O grande desafio de criação é lançar algo que prenda a atenção do consumidor e o motive a passar adiante sua mensagem."

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