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Smartphones representaram 75% do mercado de celulares no Brasil em 2014

Luiz Cezar Rochel, gerente do departamento econômico da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), disse que houve um crescimento de 27% no faturamento com handsets em 2014, mas isso porque as empresas vendem mais smartphones agora do que feature phones, que têm preços menores. "Houve um crescimento muito grande nas vendas de smartphones em 2014, que têm valor unitário bem maior que o feature phone. No ano de 2014, 75% das vendas de celulares foram de smartphones, e este ano, vamos comparar preços mais ou menos iguais entre aparelhos", diz. Ou seja, em 2015, a comparação será entre celulares inteligentes, com preços semelhantes.

De acordo com a ABINEE, foram 69,6 milhões de aparelhos no País em 2014, sendo que 52,1 milhões (74,8%) foram smartphones e 17,5 milhões (25,2%) de celulares tradicionais. Trata-se de um crescimento de 44% para smartphones e de queda de 46% entre os feature phones.


Tablet e smartphone com bandeira brasileira


O diretor de telecomunicações da ABINEE, Paulo Castelo Branco, explica que o mercado nacional de celulares não consegue ter força para competir com as multinacionais, sobretudo as chinesas. "Meu sentimento é que a produção de smartphones é um negócio tão globalizado que vai ser muito difícil que a gente produza para exportar, mas é fundamental ter orientação para que a indústria do País seja competitiva lá fora. Cabe a nós, e o governo também, estabelecer condições para que a gente possa competir lá fora, com financiamento, câmbio, processos e simplicidade de impostos", diz.

Tablets
Outro mercado em expansão, dessa vez contrariando uma tendência mundial, é o de tablets. Houve crescimento de 19% nas vendas, totalizando 9,943 milhões de unidades em 2014, ou 48,4% do mercado de computação pessoal.

Comparativamente, os desktops diminuíram as vendas em 31%, enquanto os notebooks caíram 20%. Eles têm agora 19,4% e 32,1% em participação, respectivamente.

Para o diretor da área de informática da ABINEE, Antonio Hugo Valério, boa parte do mercado de tablets está ligada ao consumidor final. "É pessoa física, mas boa parte delas está endividada. Com crédito restrito e juros altos, o mercado de consumo está ruim", explica. Por isso, o usuário acaba comprando aparelhos de entrada, na faixa dos R$ 300. "Este ano, o tablet vai continuar vendendo, continuará crescendo, e terão outros dispositivos, como óculos e relógios. Mas o tablet não será eterno, tem seu ciclo, daqui a pouco começa a cair e será substituído por outra coisa. Essas coisas (dispositivos) vão convergir", declara.


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