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Exclusão digital ainda é problema no mundo

O Instituto de Internet de Oxford, no Reino Unido, divulgou no último dia 11 o mapa do projeto Geografias da Informação, que mostra a população com acesso à rede mundial e a penetração por país. O mapa usa dados de 2011 do Banco Mundial e traz duas informações diferentes ao mesmo tempo: os dados são visualizados com um cartograma em forma de hexágono, em que o tamanho de cada país é elaborado com base em sua população de usuários da Internet (cada hexágono representa cerca de um terço de 1 milhão de usuários); a cor dos países, no entanto, revela a penetração da internet em cada um deles - quanto mais escuro, maior a porcentagem de pessoas que estão online.

O Instituto de Internet de Oxford, no Reino Unido, divulgou no último dia 11 o mapa do projeto Geografias da Informação, que mostra a população com acesso à rede mundial e a penetração por país. O mapa usa dados de 2011 do Banco Mundial e traz duas informações diferentes ao mesmo tempo: os dados são visualizados com um cartograma em forma de hexágono, em que o tamanho de cada país é elaborado com base em sua população de usuários da Internet (cada hexágono representa cerca de um terço de 1 milhão de usuários); a cor dos países, no entanto, revela a penetração da internet em cada um deles - quanto mais escuro, maior a porcentagem de pessoas que estão online.


mapa da população da internet



O Banco Mundial tem monitorado o número de usuários e conexões de internet por país desde a década de 1990, como parte de seu projeto Worldwide Governance Indicators.

O mapa traça um panorama revelador sobre a atividade humana na internet. A China é hoje o país com a maior população mundial de internet, com mais de meio bilhão de usuários. Apesar dessa condição da China, em boa parte devido à sua enorme população, a porcentagem de pessoas na grande rede é proporcionalmente menor que no Brasil - o mapa não mostra como certos países evoluíram em termos de levar mais pessoas à internet. Atrás da China aparecem, pela ordem, Estados Unidos, Índia e Japão como os mais populosos em número de internautas.

Na edição deste ano, o relatório do Instituto de Internet de Oxford detectou duas tendências importantes. Em primeiro lugar, a ascensão da Ásia como a principal contribuidora para o aumento da população mundial de internet - 42% dos usuários da rede mundial no mundo vivem na Ásia, sendo que China, Índia e Japão têm mais usuários que a Europa e a América do Norte, juntas.

O levantamento também revela padrões interessantes em algumas das nações mais pobres do mundo. Em muitos países da América Latina, por exemplo, mais de 40% dos cidadãos têm acesso à internet. Devido a isso, a região latino-americana como um todo agora abriga quase o mesmo número de usuários da web que os Estados Unidos.

O mapa mostra, ainda, que alguns países africanos passaram por um crescimento impressionante, enquanto outros viram poucas mudanças desde a publicação do último mapa, em 2008. Nos últimos três anos, quase todos os países do norte africano dobraram sua população de usuários de internet - a Argélia é uma notável exceção. Quênia, Nigéria e África do Sul também tiveram um crescimento enorme. No entanto, mais da metade dos países da África Subsaariana ainda têm uma penetração de internet inferior a 10%, e o crescimento foi baixo nos últimos anos.

Todas as pessoas representadas no mapa correspondem a cerca de um terço da população mundial. Afinal, são mais de 2 bilhões de internautas contra 7 bilhões de habitantes no planeta. Apesar dos enormes impactos que a internet tem na vida cotidiana de muitas pessoas, a maioria delas permanece inteiramente desconectada. Apenas um terço da população do mundo tem acesso à rede mundial. Ou seja, ainda há um caminho muito, muito longo a se percorrer.

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