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Criador do botão "like" do Facebook explica porque não faria um botão de "dislike".

Bret Taylor disse que o botão "dislike" poderia, no contexto da rede social, "trazer um monte de consequências infelizes".


Botão dislike


Enquanto o botão "like" (curtir) do Facebook já é um ícone cultural, o botão "dislike" (não curtir) é apenas um mito de Internet. Milhares vêm pedindo por ele, e são tantos os insistentes que é capaz do Facebook criar um botão de "dedo do meio" para os mais chatos antes até do que o aclamado botão de "dislike".

A razão para isso, de acordo com o homem que inventou o "like", é que dar aos usuários o poder para que eles digam exatamente o que acham de seu link, foto, estado de espírito ou comentário, resultaria no que ele chama com bastante delicadeza de "consequências desastrosas".

Falando com o site TechRadar, o ex-Facebook CTO Bret Taylor disse que a necessidade de um botão "dislike" realmente foi debate durante a criação do "like", mas ele foi considerado potencialmente negativo, com grandes chances de dar errado.

"A razão pela qual nós lançamos o botão "like", em primeiro lugar, foi a de que havia um monte de vezes que as pessoas queriam reconhecer algo que alguém fez, mas sem ter nada a dizer ou acrescentar", disse Taylor. "E muitos dos comentários eram uma palavra como "cool" ou "wow", então o boto serviu para que as pessoas pudessem "falar" isso com apenas um clique. Ele não era apenas um sentimento de gostei".

Já um botão de "dislike", ele explica, nunca funcionaria da mesma forma e só iria encorajar energias ruins, más vibrações. Isso porque escrever algo detestável é mais difícil do que apenas clicar em um botão de "detesto". Além disso, muitas vezes no ato de escrever apura-se os sentimentos mais rancorosos.

"Eu tenha a sensação de que se ele existisse os bons aspectos de uma rede social seriam perdidos", explica Taylor. "Se alguém não gostou de algo, provavelmente ele deverá escrever um comentário, visto que deverá existir uma palavra para emitir sua opinião".

Assim, parece que para toda codificação e magia técnica que fez o Facebook ser a força dominante que é hoje, quando se trata de temas mais subjetivos e situações sociais a decisão final lembra algo que você ouve dos seus pais: "Se não pode dizer nada de bom, não diga nada".

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