Publicado por Marcos Freitas em segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
E-COMMERCE
Conceito cada vez mais difundido, o e-commerce ou comércio eletrônico significa, em uma definição simplificada, qualquer transação comercial feita através de equipamento eletrônico. Evidente, tal conceito foi mudando ao longo dos anos. Originalmente, CE significava a facilitação de transações comerciais eletrônicas, usando tecnologias como Eletronic Data Interchange (EDI) e Eletronic Funds Transfer (EFT). Ambas foram introduzidas no final dos anos 70, permitindo que empresas mandassem documentos comerciais como ordem de compras e contas eletronicamente. O crescimento e aceitação de cartões de crédito, caixas eletrônicos e serviços de atendimento ao cliente no final dos anos 80 também eram formas de CE.
O comércio via web começou em meados da década de 90, quando algumas lojas descobriram um método pioneiro de vender seus produtos, numa época em que a Internet comercial ainda era incipiente. No início dos anos 2000 as empresas que investiam no comércio virtual encontravam dificuldades para obter aporte de capital, enfrentando a resistência quanto a novos investimentos. A visão conservadora e cética em relação ao novo mercado, porém, foi aos poucos se diluindo pelo leque de oportunidades que o novo mecanismo de vendas oferecia, tanto para os clientes quanto para os investidores.
De maneira rápida, o e-commerce reuniu mais adeptos virtuais, que foram descobrindo ali uma alternativa de fazer compras a que estavam acostumados. Em 2002, o comércio eletrônico alcançou faturamento de R$ 850 milhões e registrou cerca de 1,7 milhões de
e-consumidores. No ano seguinte, várias lojas virtuais já começavam a apresentar balanços positivos em suas finanças e o faturamento havia crescido 41%, chegando a R$ 1,2 bilhões.
Em 2004, foi a vez de brilhar a estrela dos comparadores de preços, como o BuscaPé e o Bondfaro, que tornaram-se os maiores incentivadores de compras na web.
Se antes, por uma questão de falta de confiança, os produtos mais procurados eram livros, CDS e DVDS, nos dias de hoje os produtos são mais sofisticados e de maior valor agregado, tais como computadores, eletrônicos e eletrodomésticos. Isso se deve também a uma mudança do comportamento do e - consumidor, se comparado aos “primórdios do e-commerce”. Os homens, que foram maioria durante muito tempo, começaram a ser ultrapassados em 2008, quando as mulheres passaram a representar mais de 50% dos consumidores virtuais. Apesar disso, os homens estão na frente em relação ao valor gasto em compras na web. E se a média do usuário de internet é relativamente jovem, a média de idade dos compradores on-line é de 39 anos (em 2009). É crescente, também, a participação da Classe C no e-commerce: 38% dos consumidores possuem renda familiar de até R$ 3.000 e 22% até R$5.000.
Dentre os motivos para o crescimento do comércio online, pode-se mencionar uma melhoria das ferramentas de segurança, além de uma maturidade do
e-consumidor, que sabe que precisa ter certos cuidados antes de realizar uma transação on-line. Atualmente, é possível obter diversas informações a respeito das lojas, como, por exemplo, através dos sites em que eles podem ler comentários de outras pessoas sobre a satisfação com determinada loja. Outras ferramentas que vêm sendo muito usadas são as redes sociais, onde os consumidores trocam experiências de compras on-line com amigos e parentes.
Com os
e-consumidores cada dia mais informados e orientados a fazerem suas compras com segurança, a escolha passa a ser feita pela melhor oferta e não mais pela melhor loja. Esse comportamento vem criando outro fenômeno: a descentralização das vendas virtuais.
As pequenas e médias empresas, apesar de representarem mais de 80% dos players de e-commerce, participam com menos de 10% do faturamento total, ou seja, ainda existe uma grande concentração no setor. Algumas conseguem encontrar formas de vender seus produtos e serviços aos consumidores virtuais em nichos que os grandes varejistas não exploram.
Agora, a bola da vez são os sites de compra coletiva, como Peixe Urbano e Oferta Única, que devem movimentar, até o final de 2010, cerca de R$ 500 milhões de reais, número alto para uma modalidade de compra online que surgiu há menos de oito meses no mercado. Para quem ainda não embarcou nesta febre, o modelo mais comum funciona assim: um site oferece um serviço ou produto com um desconto alto, de 50% a 90%, durante 24 horas. Mas esse preço baixinho só tem valor se um número determinado de pessoas comprar a oferta. Depois de atingido esse número mínimo, todos ganham cupons que dão direito à promoção.
“Na maioria das situações, a gente bate o mínimo por muito. A gente teve uma iogurteria no Rio de Janeiro que o número mínimo era 50, e vendemos 23 mil frozen yogurts em 24 horas, que é o número que eles vendem em três meses”, diz Júlio Vasconcellos, criador do site Peixe Urbano.
Os sites de compra coletiva mexem com um fator que é fundamental na hora da compra: o tempo. O relógio está correndo e o consumidor faz a compra por impulso. Muitas vezes, ele não precisa tanto daquilo que está levando, mas compra. A promoção está lá, vai durar muito pouco e, na dúvida, muitos escolhem aproveitar.
Fonte: Como abrir uma loja virtual de sucesso, livro de Maurício Salvador; Wikipedia; Jornal da Globo (versão online).