Go2Web http://www.go2web.com.br/ Go2Web pt-BR © Todos os direitos reservados. Blog O mundo em um toque http://www.go2web.com.br/blog/o-mundo-em-um-toque-180.html Às 6 horas da manhã o despertador do celular toca, avisando que mais um dia começa. A caixa de e-mails no próprio celular indica que cinco mensagens ainda não foram lidas. Na hora do almoço, check-in via Foursquare no restaurante. Depois, BBM para o grupo de amigos para saber quem, afinal, quer ir à praia. Vale a pena postar no Facebook uma foto de Ipanema lotada, sol brilhando e o mar bastante calmo. O pós-praia acontece numa boate não longe dali. No ListaAmiga.com, é só colocar o seu nome e o dos amigos. Evento confirmado no Face! Depois de dançar e tomar umas caipirinhas, não dá para ir embora sem conferir a Lei Seca no Twitter. Já são duas da manhã e, antes de dormir, o smartphone precisa carregar a bateria.

Essa história poderia ser minha ou de qualquer um da chamada Geração C, a Geração Conteúdo, Geração Conectada. É a geração que compartilha e que se comunica com pessoas além do círculo de amigos (porque não criar um Blog e falar com o mundo?). Nascidos depois de 1990, estão conectados 24 horas por dia, 7 dias da semana. Informam-se pela Internet e prometem mudar o mercado de trabalho em alguns anos.

Neste contexto de mundo dinâmico e interativo, está a Web 2.0. Totalmente diferente da Web 1.0, em que tudo o que se via na Internet era criado por editores profissionais, a Web 2.0 possibilita gerenciamento pelos próprios usuários. O usuário da internet deixa de ser passivo para se tornar um participante ativo em vários quesitos. Se antes eram empresas que dominavam o ramo virtual, hoje são os próprios usuários da rede que carregam vídeos, fotos, escrevem em blogs e até mesmo adicionam informações a enciclopédias online.

A experiência que o computador oferece já ultrapassa o ambiente fechado. Com um pen drive, posso levar fotos, documentos e outros arquivos de um lugar para outro. Ouvir música nas ruas ou no transporte público é possível graças ao Ipod ou MP3. Posso também me informar na versão online do Globo no iPad ou informar compartilhando uma notícia no meu Twitter ou Facebook. Não é preciso estar em frente ao computador para ter acesso às maravilhas da web.

A web 2.0 revolucionou a maneira como lidamos com a Internet. Hoje há um grande investimento na publicidade online e no marketing digital, já que esta atinge um número grande de pessoas. Fenômenos artísticos, como Justin Bieber, foram descobertos pelo Youtube. Nos tribunais de justiça, correm processos motivados por fotos polêmicas, vídeos constrangedores e ofensas ditas em Twitter. Funcionários perdem seus empregos por não medirem palavras no Facebook. De alguma maneira, a Internet teve um impacto (positivo ou negativo) na vida de todos que dela se utilizam.

Mas nem tudo são flores. É fato que a web 2.0 tornou a informação e a cultura mais acessíveis. No entanto, a mesma rede que possibilita esse encontro também pode destruí-lo. A principal característica do mundo 2.0 é a possibilidade de serem ativos. É sobre isso que vão debater especialistas como Andrew Keen e Bill Tancer. Qual a bagagem que o público ativo da internet tem para publicar certos conteúdos? Tais informações são mesmo de confiança? Posso acreditar em uma crítica mesmo não sabendo quem a publicou? Para Keen, as novas redes promovem a mediocridade e ameaçam de morte a cultura, a música e, sobretudo, o jornalismo. Para Bill, a “prematura” web 3.0 deve ser a responsável por filtrar a informação em busca de similaridade de pontos de vista, reputação e precisão.

Por isso nós, como usuários do meio, temos sempre que ficar atentos ao que lemos e criar um filtro próprio do que iremos absorver.]]>
14/09/2011
Blog Pensando em Mídias Sociais http://www.go2web.com.br/blog/pensando-em-midias-sociais-179.html
O livro "Estratégia em Midias Sociais", de Fabio Cipriani, é resultado de um trabalho muito interessante em termos de conteúdo e pesquisa, com forte fundamentação acadêmica, embora com uma linguagem simples e de fácil entendimento.

Seu primeiro capítulo gira em torno do paradoxo das mídias sociais. São altamente recomendadas para empresas, impulsionam negócios, geram lucros e intensificam a visibilidade da marca. Mas são mais complexas do que imaginam a grande maioria dos empresários. Precisam primeiramente de uma estratégia bem definida, que só pode ser bem feita por especialistas da área.

Fabio Cipriani, ainda neste primeiro capítulo, ilustra a situação de maneira clara e objetiva.

"Vamos pensar em midias sociais.
Aquela sua concorrente fez um blog, criou uma comunidade no Facebook, postou o novo anúncio de publicidade no Youtube, tem um canal de comunicação no Twitter e está com tudo ou, ao menos, aparenta estar. Você pesquisa sobre a categoria do seu produto no Google, e o primeiro resultado é da sua concorrente. Você conversa com seu departamento de marketing e percebe que seus clientes estão mudando para o produto do seu concorrente. Você pergunta para seus clientes o porquê dessa mudança e a única resposta que obtém é: "Eles entendem o que nós queremos!" ou "Eles estão abertos às nossas sugestões".
Já desnorteado, você decide navegar pelos principais blogs, websites e artigos de especialistas para entender o que está acontecendo com o mercado e, no final das contas, acaba se surpreendendo ao ver que vários desses blogs e websites apresentam belos e vistosos estudos de caso do... hã?... isso mesmo! do seu concorrente.
Motivado por tanta raiva e desgosto, você reúne seus executivos e sanciona que a partir da próxima semana a companhia deve ter um blog, um perfil no Facebook e uma conta no Twitter. Assim, de repente e sem alinhar a inicativa com a estratégia da empresa, você mergulha no lago profundo das mídias sociais. O tempo passa e, depois de alguns meses, você percebe que sua empresa não obteve nenhum resultado satisfatório, nem mesmo usando a ajuda da sua agência de comunicação ou marketing preferida, praticamente nada mudou. Existem até posts em blogs ridicularizando suas iniciativas, dizendo que a sua empresa está tendo dificuldades de se comunicar com o público.

Essa história pode parecer um pouco exagerada, mas é exatamente o que está acontecendo no Brasil e no mundo: muitas emrpesas que se aventuram no novo mundo das mídias sociais estão frustradas com os resultados conseguem entender a receita de sucesso. Muitas vezes elas nem consegueme apresentar as variáveis que mensuram esse grau de frustração. Elas não entendem o que deu errado.

Você substimou a complexidade das mídias sociais."

(Cipriani, Fabio. Estratégia em mídias sociais. Editora Elsevier).]]>
28/07/2011
Blog As redes sociais e a questão da identidade cultural http://www.go2web.com.br/blog/as-redes-sociais-e-a-questao-da-identidade-cultural-177.html
Em síntese, mudanças estruturais estariam fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade que, no passado, nos forneciam sólidas localizações como indivíduos sociais.

Antes havia a idéia, como a formulada pelo filósofo Roger Scruton, que dizia que: “a condição de homem exige que o indivíduo, embora exista e aja como um ser autônomo, faça isso somente porque ele pode primeiramente identificar a si mesmo como algo mais amplo – como um membro de uma sociedade, grupo, classe, estado ou nação, de algum arranjo, ao qual ele pode até não dar um nome, mas que ele reconhece instintivamente como seu lar”. Logo, o homem só pode ter sua noção de indivíduo se, primeiro, tiver sua noção como sujeito parte de algo mais amplo: a sua sociedade, que possui a sua própria cultura.

A tese de Scruton torna-se frágil se pensarmos hoje na multiplicidade de referências que uma única sociedade nos oferece em termos culturais. Isto por diversos motivos:

- Uma sociedade, no mundo globalizado e conectado, sofre influências de diversas outras culturas e as incorpora.
- “Tudo o que é sólido se desmancha no ar”, como metaforizou Karl Marx, explicando que as sociedades modernas são sociedades de mudança constante, rápida e permanente. O que acreditamos ser parte da nossa identidade e cultura hoje, talvez não seja a mesma de vinte anos atrás, e tampouco será a mesma daqui há trinta.

Neste contexto, as redes sociais como Facebook e Twitter tem um papel fundamental. Anthony Giddens diz que “à medida que áreas diferentes do globo são postas em interconexão umas com as outras, ondas de transformação social atingem virtualmente toda a superfície da terra”. Por meio das redes, usuários de todas as partes do mundo trocam experiências, vivências e ganham uma ainda pouco dimensionada capacidade de influência.

Um recente estudo determinou quais eram as personalidades mais influentes no Twitter, mas ainda é impossível dimensionar o poder desta influência e de que maneira isso modificou uma estrutura sócio-cultural. Mas houve a modificação, isso é fato.

Mais do que isso, as redes sociais permitem que um indivíduo se apresente para o mundo como um indivíduo autônomo, não mais como um indivíduo intimamente ligado à sociedade e cultura em que vive.

É bem verdade que em redes sociais como o Orkut existem as chamadas “comunidades”, em que os indivíduos são identificados com os grupos sociais que fazem parte. A tendência ao longo do tempo foi, porém, ver um único homem associado há mais de 100 comunidades diferentes. Um brasileiro de 20 anos é identificado como flamenguista, aluno da UFRJ, estudante de economia, apaixonado por hip hop, nascido em agosto, interessado em seriados americanos, que não suporta acordar cedo e odeia cachorros.

A partir deste conjunto de comunidades forma-se um indivíduo único. O indivíduo X passa a ser identificado por pertencer não há uma comunidade A, mas sim as comunidades A, B e C. O indivíduo Y pode até compartilhar a comunidade A, mas nada impede que se inclua também numa comunidade D e E, e portanto se diferencie do indivíduo Y.

A publicidade está começando a se atentar para esta mudança de paradigma. Evidente, ainda é cedo para determinar o “fim das massas”, mas é inegável o surgimento de uma publicidade super-segmentada voltada para um público cada vez mais específico. No jornalismo, isto surge com as revistas especializadas em aviões, em lutas, em plantas e até design em ambiente web.

O Facebook, Twitter e Orkut são armas poderosas nas mãos de pessoas que querem cada vez mais fortalecer sua imagem como indivíduo, se destacar na multidão e mostrar para o mundo seus gostos, suas idéias e até o que estaria pensando no momento. O auge desta busca pelo individualismo e egocentrismo é a tendência dos jovens de se auto-fotografarem.

As redes sociais tornaram-se selvas onde todos querem chamar atenção, atrair seguidores e ter suas frases repassadas de pessoas por pessoas, tornando-se, não conhecida, mas pelo menos citada no mundo todo.
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31/05/2011
Blog Digital atinge status de ferramenta padrão http://www.go2web.com.br/blog/digital-atinge-status-de-ferramenta-padrao-174.html
Isso significa que 28% dos dólares investidos na publicidade daquele mercado em 2010 foram colocados no online. O número representa uma alta em relação aos 25,8% de 2009. O dado bate com o que dizem dois grandes grupos, o WPP e o Publicis, que afirmam que suas receitas com digital são de 29% e 28%, respectivamente.

Ficou claro neste ano que o digital se tornou uma ferramenta padrão entre todas as disciplinas das agências. Seis em cada 10 dólares investidos no digital – ou US$ 5,1 bilhões – foram para agências especializadas, como Digitas e SapientNitro. A segunda maior porção – US$ 2 bilhões – foram para agências cujo core business é marketing direto ou CRM. O AdAge estima que as agências desses segmentos 42% das receitas nos Estados Unidos em serviços digitais no ano passado (as distinções entre agências digitais como Digitas e forças do direct/CRM, como Wunderman, a rigor, estão caindo por terra).

O resto das receitas – US$ 1,4 bilhão, foi investido em agências focadas em disciplinas como publicidade, promoção, healthcare e RP.

Sem surpresa, startups tendem a ter um foco mais digital. A Pereira&O´Dell, de San Francisco (e do Grupo ABC), gerou 55% de suas receitas do digital no ano passado. Mas as grandes também estão na mistura. A Leo Burnett Worlwide/Arc, agência de publicidade e serviços de marketing do grupo Publicis, contratou mais experts em digital do que qualquer outra agência digital.

Em geral, o digital é mais presente nas agências. Na McGarryBowen, da Dentsu, o digital representa 24% das receitas em 2010, contra 20% em 2009. Na Carlson Marketing, do grupo Aeroplan, gerou gerou no ano passado 33% de receita no setor, contra 25% de 2009.

As empresas de RP (relações públicas) têm se movimentado mais agressivamente em direção às redes sociais. A Edelman, maior empresa de RP do mundo, afirmou que suas receitas com digital duplicaram em 2010.

Um resumo de todos esses dados foi dado recentemente pelo presidente do grupo Omnicom, John Wren. “Fundamentalmente, acredito que tudo o que não for digital em breve será. Ou então, será muito desimportante”, diz.

Fonte: Meio & Mensagem, a partir do Advertising Age.]]>
26/04/2011
Blog Sua empresa sabe se comunicar na web? http://www.go2web.com.br/blog/sua-empresa-sabe-se-comunicar-na-web--173.html A Teoria da Comunicação nos ensina que qualquer coisa é capaz de comunicar algo. Entende-se por comunicar o ato de informar (em seu conceito mais generalista), seja por meio de palavras, imagens, cores e até mesmo sons.

Trazendo esta definição para o dia-a-dia, tomamos a consciência de sua veracidade e dimensão: um sorriso comunica que estamos felizes, um vestido de noiva comunica a iminência de um casamento, um sinal vermelho comunica que o veículo deve parar.

A sua empresa também tem o poder de comunicar e, mais do que isso, já está comunicando algo desde o momento em que uma logomarca foi desenvolvida, um plano de metas foi detalhado e uma visão foi escolhida como coerente.

Mas, afinal, o que sua empresa quer comunicar? Na verdade, é preciso deixar claro que isto não é uma escolha. São pequenas escolhas, muitas delas espontâneas, que vão determinar a comunicação.

No caso de empresas prestadoras de serviço, o desafio é ainda maior. Uma empresa com vinte clientes, por exemplo, está sendo associada há vinte marcas que comunicam vinte diferentes coisas.

Pensando nisso, procuramos desenvolver um passo-a-passo que poderá ser muito útil no desenvolvimento de estratégias de comunicação especificamente na web.

PARA EMPRESAS QUE JÁ POSSUEM UM WEBSITE:

Faça esta pesquisa com vinte pessoas: cinco delas devem ser funcionários da empresa, em cargos desde direção até estágios. Preferencialmente, cinco outras nunca acessaram o seu site antes.

- Preste atenção na home do seu site por um trinta segundos. Depois disso, escreva em um papel cinco palavras que você lembra ter lido. Escreva também qual a cor que mais se destaca. Por fim, em que área trabalha aquela empresa.

Analise as respostas. Elas estão em sintonia com o que era desejável transmitir na home?

CASO VOCÊ NÃO SAIBA O QUE ERA DESEJÁVEL TRANSMITIR

Não é uma tarefa fácil saber o que a sua empresa deve transmitir para seus clientes e possíveis clientes. Muitos procuram, primeiro, analisar qual o público-alvo, uma vez que existem modelos já criados em relação ao que procura cada classe social ou gênero: é sabido que um público classe D e E procura preços competitivos, enquanto homens se preocupam mais com praticidade e mulheres com conforto.

Tais paradigmas, porém, mostram-se frágeis em um momento em que a segmentação de público já não é tão rígida. Com as atuais facilidades de pagamento e o crescimento de sites de compra coletivas, classes mais baixas também podem consumir serviços de hotelaria e estética, que há pouco mais de dois anos eram quase exclusivos das classes A, B e C.

Embora seja importante saber O QUE O SEU PÚBLICO PROCURA, mais importante ainda é saber O QUE SUA EMPRESA OFERECE.

Vamos tomar como exemplo a Coca-Cola. Tanto no seu website quanto em seu canal de Youtube, a relação da marca com a palavra FELICIDADE é explícita. Quem assiste suas propagandas na televisão percebe que o objetivo é este: abrir a felicidade seria justamente tomar uma coca-cola.

Alguns blogs, sites e artigos podem ser interessantes para quem procura mais informações a respeito da comunicação em internet.

Para entender o que é comunicar: http://comunicaroque.blogs.sapo.pt/

Para entender o que as cores podem comunicar:

- http://www.teias.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=120:o-simbolismo-e-a-importancia-das-cores&catid=4:autoestima&Itemid=7
- Livro: Psicodinâmica das Cores em Comunicação (http://compare.buscape.com.br/psicodinamica-das-cores-em-comunicacao-5-edicao-revista-e-ampliada-modesto-farina-heliodoro-teixeira-bastos-filho-maria-clotilde-perez-rodrigues-8521203993.html)

Para entender sobre a comunicação empresarial:

-http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/conceitos/comunicacaoempresarial.php]]>
18/04/2011
Blog Mercado de games cresce no Brasil, mas entraves ainda são grandes http://www.go2web.com.br/blog/mercado-de-games-cresce-no-brasil-mas-entraves-ainda-sao-grandes-172.html Com uma população jovem e numerosa, interessada por games e estável economicamente, o Brasil vem crescendo no mercado de games. Os dados revelam que cerca de 42% da população joga algum timo de jogo (seja em um console, em um portátil, no computador ou até no celular). A procura por cursos superiores criados por algumas universidades brasileiras também é grande.

A pesquisa mais recente sobre o mercado foi divulgada pela Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames). Foram contabilizadas 42 empresas que produzem software para jogos eletrônicos no Brasil – tanto jogos quanto parte deles. Elas estão mais concentradas em São Paulo. O produto nacional bruto do setor de jogos é de R$ 87,5 milhões, somando a produção de hardware e software. De acordo com a pesquisa, 43% da produção nacional de software para jogos são destinadas à exportação, enquanto quase 100% do hardware fabricado destinam-se ao mercado interno. O faturamento da indústria brasileira representa apenas 0,16% do faturamento mundial com jogos eletrônicos. O salário médio dos profissionais da área (basicamente artistas gráficos e programadores) gira em torno de R$ 2.272,00.

Mas quais seriam os maiores obstáculos para o crescimento deste mercado? A alta carga tributária é certamente um entrave. Impostos altos sobre os softwares de videogames impedem o crescimento dessa indústria e favorecem a pirataria. O mercado interno, fortemente afetado pelo mercado negro e pela importação ilegal, faz a indústria nacional depender principalmente de exportação. Pela falta de dados concretos e falta de mercado oficial, é difícil convencer o governo de que a redução nos tributos poderia aumentar a arrecadação total.

Além da pirataria e dos impostos altos, outro problema é a escassez de vagas. Há no país apenas cerca de 600 profissionais atuando na criação de jogos eletrônicos, em 42 empresas que atuam no ramo. Dessa forma, o mercado fica com poucas opções de emprego para essas pessoas.

Sonho de infância de muitos, trabalhar na área pode se transformar sim em realidade. Porém é preciso uma excelente preparação e desenvolvimento de diversas habilidades. Não basta apenas gostar de jogar: é preciso conhecimento em desenvolvimento de softwares específicos, em design e também em comunicação, no caso dos advergames (jogos utilizados em campanhas de marketing). Atualmente, a saída para os profissionais da área acaba sendo o mercado internacional.

Bicampeão mundial no maior campeonato de desenvolvimento de games do mundo, o Imagine Cup, o Brasil tem muito a crescer neste mercado. Para quem quer se aprofundar no assunto, vale a pena ler a análise do designer de jogos norte-americano James Portnow, publicada no Gamasutra, conceituado e famoso site de games nos EUA. Link: http://www.gamasutra.com/php-bin/news_index.php?story=26645]]>
21/03/2011
Blog Clipping: Prefeitura do Rio vai monitorar carnaval de rua em tempo real. Aluizio Freire (G1), 11 de fevereiro de 2011. http://www.go2web.com.br/blog/clipping-prefeitura-do-rio-vai-monitorar-carnaval-de-rua-em-tempo-real-aluizio-freire-g1-11-de-fevereiro-de-2011--171.html
“Com o mapeamento, poderemos acompanhar a movimentação de todos os blocos e ter informações sobre o trajeto, permitindo que tudo seja acompanhado através do Centro de Operações. Fizemos um planejamento, a partir das informações dos blocos, e agora podemos definir o número de equipes que vai trabalhar em cada órgão”, explica o secretário de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Serão montadas ilhas com banheiros masculinos e femininos com pessoas escaladas para fazer a limpeza e monitorar o funcionamento dos equipamentos.

“No ano passado tivemos muitos equipamentos depredados. A gente espera que agora, com esse controle, o problema seja minimizado”, disse Antonio Pedro.

O planejamento contou com a participação de pelo menos três grandes empresas, que patrocinam o evento. Serão montados 7.400 banheiros químicos – 1.000 a mais do que o previsto -, além de 40 contêineres sanitários (espaços com pelo menos sete banheiros), totalizando 13 mil posições na cidade.

O projeto prevê 800 diárias de controladores de tráfego, 50 faixas indicativas de interdição de ruas, 250 galhardetes de proibição de estacionamentos e três painéis de informação eletrônica.

A Comlurb vai trabalhar com 800 homens, e a CET-Rio vai contar com 400 operadores de trânsito durante os desfiles dos blocos.

“O Centro de Operações dará um grande apoio de tecnologia e logística”, disse o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, que anunciou também a operação de um “Carro espião”, que terá instalado uma câmera de 360º , além de uma “Mochila vigilante”, também com câmera, para passar informações em tempo real ao centro de controle. Em caso de irregularidades flagradas, equipes da Guarda Municipal serão acionadas.


A Comlurb dividiu os blocos de rua em categorias, pelo tamanho e tipo de estrutura, para definir a operação de limpeza até a dispersão, quando o bloco termina, e faz o arrastão de limpeza.


























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14/02/2011
Blog Clipping: Vídeo interativo, com câmera de alta definição, ajuda a mapear áreas de risco na região serrana. Veja Online, 01 de fevereiro de 2011. http://www.go2web.com.br/blog/clipping-video-interativo-com-camera-de-alta-definicao-ajuda-a-mapear-areas-de-risco-na-regiao-serrana-veja-online-01-de-fevereiro-de-2011--170.html
Uma experiência em Petrópolis ajuda as equipes de resgate e as autoridades locais a dimensionar a tragédia e a identificar os pontos onde as intervenções são mais urgentes. Com uma câmera de alta definição acoplada a um helicóptero, foram captadas imagens em 360 graus do Vale do Cuiabá, em Itaipava, município de Petrópolis. Com a tecnologia de vídeo imersivo desenvolvida por duas empresas cariocas, é possível ‘refazer virtualmente’ o percurso infinitas vezes. Conheça o resultado do trabalho em duas fotos e um vídeo interativos.

“Foi a primeira vez que experimentamos captar esse tipo de imagem a partir de uma aeronave”, explica o diretor de tecnologia da Total TI, Marco Aurélio Freitas. O mesmo tipo de captação de imagens, com registro da posição exata feito por GPS, foi usado por terra, no Vale do Cuiabá. Nos dois casos, o uso para mapeamento de áreas de risco é uma adaptação do sistema iPública, criado para gestão de conservação urbana, em parceria com outra empresa carioca, a Go2Web.

No caso das imagens aéreas, a vantagem é que, com um sobrevôo em um dia com boas condições de visibilidade, são feitos registros que podem ser usados simultaneamente por vários técnicos, engenheiros e gestores públicos. “É como se uma viagem da aeronave fosse multiplicada infinitas vezes. Mesmo quando se está a bordo não é possível olhar com calma, parar o quadro para analisar minuciosamente uma encosta ou uma região onde pode haver sobreviventes”, explica Freitas.

Mapear detalhadamente as áreas afetadas – um compromisso que, pelo menos no nível das promessas, envolve o governo federal – é algo que pode levar ainda alguns anos. Mas são muitas as razões para, antes disso, identificar o perigo iminente. A primeira delas está amparada na certeza de que, depois que as encostas se rompem, novos deslizamentos, ainda nesta estação de chuvas, são quase uma certeza. E, como alertam os meteorologistas, a chuva descomunal que desabou na região de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo não foi um fenômeno isolado.]]>
14/02/2011
Blog Clipping: Imagens em 360 graus vão ajudar a recuperar estragos causados pela chuva no Vale do Cuiabá, em Petrópolis. Veja Online, 27 de janeiro de 2011. http://www.go2web.com.br/blog/clipping-imagens-em-360-graus-vao-ajudar-a-recuperar-estragos-causados-pela-chuva-no-vale-do-cuiaba-em-petropolis-veja-online-27-de-janeiro-de-2011--169.html
Em Petrópolis, já foram feitos testes com o sistema iPública, desenvolvido no Rio pelas empresas Total TI e Go2Web, o mesmo que gera imagens para o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. O objetivo é permitir que os gestores públicos tenham noção exata de que tipo de obra ou ação emergencial são necessários em cada ponto da cidade. “O administrador sabe, ao abrir a imagem, se o problema naquele ponto é um carro impedindo a passagem, um desmoronamento ou um perigo iminente”, explica o diretor de tecnologia da Total TI, Marco Aurélio Freitas.

O ‘carro-espião’, ou UMM (Unidade Móvel de Monitoramento) trabalha com duas câmeras. Uma delas, captura imagens em tempo real e pode ser direcionada a partir de uma sala de controle. A outra registra todas as imagens em 360 graus e alta definição, com 12 megapixels. A câmera que capta as imagens em 3D custa cerca de 60 mil reais.

Um dos usos possíveis do sistema é fazer uma espécie de controle do prazo das obras. “O sistema pode guardar, com base na posição GPS, uma obra ou reparo que seja necessário. Como o carro pode percorrer as ruas periodicamente, o próprio sistema ‘avisa’ que uma providência não foi tomada. Se algo deveria ter sido retirado dali e não foi, o operador do sistema recebe um aviso, e pode cobrar do responsável por esta ação”, diz Marco Aurélio.

Os estragos em Petrópolis estão concentrados no Vale do Cuiabá, em Itaipava, a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade, que permaneceu intacto. Um dos desafios do município, agora, é atrair novamente os turistas que movimentam a região. Desde a tempestade da madrugada do dia 12, o movimento nas pousadas, restaurantes e hotéis despencou – em parte devido aos apelos das autoridades para que as pessoas evitem as estradas da serra.

As câmeras que são instaladas sobre uma picape e ajudam a identificar danos e intervenções pontuais, como ruas e terrenos, podem servir para um monitoramento de grandes áreas. O equipamento também será testado para captar imagens aéreas, acoplado a um helicóptero. Dessa forma, a prefeitura poderá identificar áreas onde são necessárias obras de conteção, remoções de moradores de zonas rurais e todo tipo de risco que não pode ser avaliado por terra.]]>
14/02/2011
Blog Todo poder aos funcionários http://www.go2web.com.br/blog/todo-poder-aos-funcionarios-168.html









Já são conhecidos do grande público os escândalos envolvendo empresas nas redes sociais. O exemplo clássico é o do músico Dave Carroll, que ao ter seu violão quebrado durante um vôo da United Airlines e ter seu pedido de indenização negado, compôs uma canção engraçadinha e botou o videoclipe no Youtube. Mais de nove milhões de pessoas já conferiram essa visão definitivamente negativa da companhia.

A reação de Carroll não é incomum. A popular blogueira americana Heather Armstrong ficou tão irritada com uma pane na máquina de lavar Maytag e a demora da empresa para resolver o problema que sacou o celular e, no Twitter, disse aos seus seguidores (mais de um milhão) que nunca comprassem uma Maytag.

Não é apenas o cliente contrariado, porém, que pode usar tecnologias prontamente disponíveis e hiper-conectadas para causar impacto. É possível equipar funcionários para resolver problemas do cliente e erguer uma estratégia em torno disso. Autorizar o pessoal a provar novas tecnologias, a tomar decisões importantes no calor do momento, a criar sistemas que o cliente visualize e a falar em nome da organização em público não é algo que a maioria das empresas está acostumada a fazer. Por isso, é necessário todo um planejamento.

O bom exemplo da Best Buy

A varejista americana Best Buy é um excelente caso de empresa que soube preparar e dar poder aos seus funcionários no contexto da web-mídia. O Twelpforce, sistema no qual mais de 2.500 funcionários da Best Buy estão inscritos, é o responsável por todo este êxito. O Twelpforce inclui gente do atendimento ao cliente, vendeodres nas lojas e o pessoal do Geek Squad, que presta assistência técnica em domicílio. Todos visualizam problemas envolvendo a Best Buy postados no Twitter e dão uma resposta.

Como funciona o Twelpforce? Aqui vai um exemplo: no começo do ano, Josh Korin comprou um iPhone – e um plano de seguro – numa Best Buy em Chicago. Quando o aparelho quebrou, o pessoal da loja lhe ofereceu um BlackBerry de reserva. Tendo adquirido o seguro, Korin não achou que a proposta era justa. Começou, então, a twittar sobre sua decepção. Mesmo sendo um fim de semana, uma funcionário do atendimento ao cliente, Coral Biegler, respondeu rapidamente via Twitter. No dia seguinte, tinha conseguido um iPhone para repor o de Korin – que mudou de tom e começou a twittar sobre o excelente atendimento da Best Buy. O mesmo fez sua mulher, que tem mais de 3 mil seguidores no Twitter.

O Twelpforce existe porque a Best Buy dá ao pessoal autonomia para buscar soluções tecnológicas. Gary Koelling, especialista em mídias sociais na equipe de marketing, foi um dos autores da idéia. Durante uma semana, Ben Hedrington, especialista em tecnologia do grupo de e-commerce, dedicou as noites a achar um jeito de usar o serviço de computação em nuvem do Google para criar um sistema no Twitter ao qual vários funcionários tivessem acesso. John Bernier, um gerente de marketing, assumiu o comando do projeto e resolveu entraves legais, incluindo aqueles ligados à legislação trabalhistas.

Por causa da imagem que evoca, usamos o termo HERO (herói em inglês, e iniciais de “highly empowered and resourceful operative”, algo como “colaborador altamente empoderado e engenhoso”) para tratar de gente que inova com a tecnologia dentro de uma empresa. Um HERO existe porque é muito fácil dominar e utilizar tecnologias como Twitter, comunidades virtuais, computação em nuvem e vídeo na internet.

Funcionários, sobretudo de marketing, vendas e atendimento, enxergam problemas na clientela e usam essas tecnologias para resolvê-los. Todo HERO se compromete a inovar dentro de um marco seguro. Quem sugerir um projeto deve atuar dentro de estruturas estipuladas pela empresa. Em resposta ao apoio da gerência e da TI, deve inovar num sentido alinhado com a estratégia da companhia e em conformidade com normas de segurança, ditames legais e outras políticas internas.

Treinamento com vídeo na Black & Decker

Rob Sharpe é diretor de treinamento de vendas da Black & Decker. Representantes de vendas da empresa – centenas deles – precisam explicar e vender uma grande variedade de produtos complexos para varejistas grandes como a amerciana Home Depot e pequenas como a lojinha da esquina. O mercado é altamente competitivo. Embora viesse dando um treinamento satisfatório com PowerPoint e um sistema interno de ensino, Sharpe criou uma nova abordagem depois de uma visita ao YouTube.

Em caráter experimental, Sharpe entregou filmadoras fácies de usar – a Flip, US$ 150 cada – e software grátis de edição de vídeo a dezenas de vendedores no programa de treinamento. Seu raciocínio? “Para aprender, preciso ver. E boa parte do pessoal de ferramentas também”. Tanto orientadores como outros vendedores de imediato viram o quão eficaz o recurso poderia ser para as vendas da Black & Decker.

Começaram a chegar mais vídeos. O pessoal de vendas passou a registrar desafios, recursos de produtos e soluções eficazes de vendas. As filmadoras viraram um apetrecho normal do treinamento de vendas. “Agora, recebemos de 15 a 20 vídeos por mês: como uma ferramenta elétrica é usada na prática, feedback sobre ferramentas...”, enumera Sharpe.

Uma empresa movida a HEROs

Uma empresa que queira estimular esse tipo de inovação deve dar poder aos seus funcionários. Mas, ainda que o faça, leva um tempo para a cultura interna mudar. Até lá, gerentes de toda a organização podem avançar por conta própria, estimulando e recompensando a atividade de HEROs.

Se o leitor for um gerente ou outro funcionário que tiver bolado uma solução – ou seja, se for um potencial HERO – o primeiro a fazer é avaliar a idéia: quantos departamentos será preciso ouvir? Quão grande é a verba necessária? Em seguida, determine não só o valor que irá gerar, mas também como dar provas desse valor – em redução de custos, aumento da receita, leads adicionais ou outros indicadores importantes para a empresa. A menos que calcule tanto o esforço quanto o valor era impossível saber ao certo se o projeto vale a pena – ou se será possível convencer a administração de que é digno do esforço.

Também sugerimos que vá atrás de projetos similares na empresa. Busque gente que esteja usando as mesmas tecnologias (comunidades na internet e Twitter, por exemplo) e também indivíduos que enfrentem desafios iguais aos seus (como o pessoal de RP e de atendimento ao cliente). Há muito a aprender com quem já trilhou o mesmo caminho e enfrentou os mesmos obstáculos. Crie uma comunidade interna para localizar essa gente e colaborar com ela.

No caso de gestores mais graduados, o segredo não é só incentivar, mas dar visibilidade. Não basta instar todos a serem mais criativos. O certo é identificar o tipo de solução que se está buscando – tanto fora como dentro da empresa. Na General Mills, por exemplo, líderes de marketing fazem reuniões mensais do departamento nas quais destacam estratégias criativas empregadas por outras marcas e setores.

Outra sugestão é rever suas práticas de contratação. Busque gente familiarizada com redes sociais na internet, vídeo online, serviços web e aplicativos sociais. Esse know-how vai ajudar a elevar o nível de inovação em seu departamento.

Se trabalhar com TI, não é preciso ser o diretor de informação. Crie vínculos com o marketing, vendas e outros departamentos em contato com o cliente – e saia para conhecer a clientela. A fama de inacessibilidade da TI pode se dissolver com um punhado de conversas cara a cara. Busque falar mais “Sim, e explico como” e menos “Não, é muito perigoso / muito caro / impossível”. A recompensa está em se tornar mais conectado, mais relevante e mais valioso.

Fonte: Harvard Business Review - Brasil, com adaptações.
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27/12/2010